Paixão vicia, mexe com o cérebro e tem até prazo de ‘validade’; veja qual é

A paixão é uma experiência psicológica muito parecida com um vício, isso em termos cerebrais. Ela causa sensações físicas de euforia, ativa campos do cérebro que exigem recompensas de prazer e provoca palpitações, suor no corpo e abstinência. O corpo humano, engenhoso que é, tem um prazo limite (em média) para se acostumar com essa intensidade emocional e estressante (do ponto de vista biológico) de um a três anos.

A paixão pode estar associada a uma fase da vida expansiva e positiva que cria um círculo virtuoso de positividade ou como um vício causar uma fixação platônica, desesperada e digna de filmes de drama. Uma pessoa apaixonada quando se desilude ou descobre a verdade por trás de seu delírio temporário apaixonado pode começar atos muito desesperados.

Como um vício, a paixão, se acontece com muita frequência, pode estar associada à uma personalidade vulnerável e, em alguns casos, deprimida. É como se a pessoa buscasse na paixão uma recompensa emocional intensa para contrabalancear um estado emocional perturbador. Não é raro que as grandes (e perturbadoras) paixões costumem acontecer em períodos de extrema dificuldade ou insuficiência pessoal, como na adolescência.

O adolescente que passa por uma fase de transição delicada, na qual se sente muito inadaptado com sua mente e corpo acaba encontrando na paixão (costuma ser platônica) por pessoas reais ou ídolos, um meio de sair de suas variações de humor pessoais.

Quando a paixão é utilizada como um tipo de terapia para vida começa o problema. É como se a paixão fosse um “remédio” natural para sair de estados de angústia e mal-estar pessoal. O vício pode se instalar e a pessoa começar a hidratar de fantasias num ciclo infinito, saindo de uma relação para outra só para absorver a fase da paixão.

Para quem se apaixona com muita frequência por muita coisa eu aconselharia fazer uma séria análise pessoal. Até que ponto a metralhadora da paixão é algo razoável ou pode estar escondendo uma questão mais séria e problemática?