Fomos enganados pelos filmes românticos: amor não é um sentimento

Fomos enganados pelos filmes românticos, essa é a verdade. Acreditar que o amor é um sentimento envenenou a forma como amamos os outros, seja num par afetivo ou na família.

Imagine uma pessoa que diz que ama a outra, mas parece tratá-la como uma escrava. Pegar um copo d’água é um sacrifício, mudar a rota para uma carona é um estorvo, planejar um fim de semana agradável parece um suplício. Ao final de tudo vem a frase apaziguadora: “eu te amo!”.

Não, não é amor, pois esse sentimento se transforma numa alegria genuína pelo bem-estar do outro. É um tipo de motor para pequenos sacrifícios e gentilezas que facilitam o caminho da pessoa amada. Amar é deixar o outro bem acostumado a ser visto de um jeito especial.

Para saber se essa balança está equilibrada é só se perguntar: “eu me sinto um pessoa melhor quando estou do lado do meu amor?”. Se a resposta for “mais ou menos” ou “não” isso é um mau sinal. O amor tem a capacidade de nos fazer nos orgulhar de quem somos, de sonhar grande e não de nos fazer sentir pequenos ou mesquinhos.

Precisamos ser lembrados de que falar é muito importante, mas só discurso não enche a barriga de nossas emoções mais delicadas.