Amor não é um sentimento

* Por Frederico Mattos, psicólogo clínico

Fomos enganados pelos filmes românticos, essa é a verdade. Acreditar que o amor é um sentimento envenenou a forma como amamos os outros, sem num par afetivo ou na família.

Imagine uma pessoa que diz que ama a outra, mas parece tratá-la como uma escrava. Pegar um copo d’água é um sacrifício, mudar a rota para uma carona é um estorvo, planejar um fim-de-semana agradável parece um suplício. Ao final de tudo vem a frase apaziguadora: “eu te amo!”.

Não, não é amor, pois esse sentimento se transforma numa alegria genuína pelo bem-estar do outro. É um tipo de motor para pequenos sacrifícios e gentilezas que facilitam o caminho da pessoa amada. Amar é deixar o outro bem acostumado a ser visto de um jeito especial.

Para saber se essa balança está equilibrada é só se perguntar: “eu me sinto um pessoa melhor quando estou do lado do meu amor?”. Se a resposta for mais ou menos ou não isso é um mau sinal. O amor tem a capacidade de nos fazer orgulhar de quem somos, de sonhar grande e não de nos sentir pequenos ou mesquinhos.

Se você ama, mas aqui fica nos seus lábios não funciona, o que não quer dizer que falar não seja importante, é muito, precisamos ser lembrados disso, mas só discurso não enche a barriga de nossas emoções mais delicadas.

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* Frederico Mattos: Sonhador nato, psicólogo provocador, autor dos livros Relacionamento para leigos (série For Dummies)[clique]Como se libertar do ex[clique aqui] e Mães que amam (demais livros e cursos [aqui]). Adora contar e ouvir histórias de vida. Nas demais horas pratica meditação, lava pratos, se aconchega nos braços do seu amor, Juliana e é pai de Nina.

Treinamentos online de “Como “salvar” seu relacionamento” e “Psicologia para não Psicólogos”

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Frederico A. S. O. Mattos CRP 06/77094

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  • Cris Lima

    O problema é quando vc se vê como a parte que não ama mais, e que por conta disso, possui um comportamento abusivo com o outro, não sei como acabar esse martírio.