Dia dos namorados (macabro)

Ouço muitos absurdos e coisas bonitas nessa data. Mas noto que existe uma briga secreta (que me espanta) entre os que namoram e os que estão solteiros.

O relacionamento amoroso foi elevado à categoria de “critério de desempate para competência pessoal”.

Para os que namoram. Se você namora é competente, se não é um fracassado.

Para os solteiros. Se está solteiro você aproveita a vida, se não está na penitenciária do amor.

É nítido o ressentimento implícito e as vezes até explícito que existe entre aqueles que estão solteiros e os que namoram.

“Prefiro minha liberdade!” – arrotam os solteiros.

Mentira! Preferem dormir de conchinha e ouvir eu te amo.

“Estou suuuuper-feliz!” – rebatem os namorados.

Outra mentira! Muitas vezes querem dar um tiro na cabeça ao lado da pessoa amada.

Quem está certo, afinal?

Há solteiros que levam uma vida desgovernada. Amargos consigo mesmos e se afogando em hábitos meio infelizes. Querem convencer a todos que estão bem sem uma companhia e que primam pela liberdade de espírito. Mas que p. de liberdade? Alguém é realmente livre? Não conheço.

Liberdade???

 

Há pessoas que namoram que carregam um fardo na vida à dois. Olho para alguns casais e sinto raros momentos de dó (eu já senti na pele). São tóxicos em seu relacionamento e alimentam um territorialismo e competitividade dignos de lutas de UFC. Ninguém é obrigado a manter um relacionamento destrutivo.

 

É só colocar sua foto e da namorada ali!

 

Se você é solteiro pare com esse discurso de que não encontra ninguém porque ninguém presta. Assuma que você não quer ou consegue se envolver (sem mil exigências). Nem pregue que liberdade é a melhor coisa do mundo, talvez você nem tenha pensado muito sobre a questão. Recomendo esse link.

Se você namora para de se exibir e pregar que relacionamento amoroso é um paraíso infinito. Existem desafios em qualquer cenário na sua vida. Sofrimento existe de um lado e de outro.

Será que precisamos perder a liberdade ao namorar ou a capacidade de se comprometer ao ficar solteiro?

A questão é, solteiro ou namorando, acredito numa vida pacífica. Alguns me acusam de ser uma pessoa patética, mas ainda prefiro a paz do que a guerra. Seja solteiro ou namorando.

Não acho que é melhor estar solteiro ou namorando. É melhor cultivar uma vida boa.

Acompanhado ou não, colabore para uma sociedade menos limitada. Se seu problema é não receber presente nessa data ofereça um. Mesmo que seja para um estranho na rua. Aprenda (um pouco) a dar algo de si ao invés de reclamar que nunca recebe nada.

Você é capaz de fazer bem para alguém sem que essa pessoa seja seu namorado?

Talvez seja melhor criar o dia dos felizes! Pelo menos não haveria essa guerra secreta. rsrsr

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About the author

Sonhador nato, psicólogo provocador, apaixonado convicto, escritor de "Como se libertar do ex" e empresário. Adora contar e ouvir histórias de vida. Nas demais horas medita, faz dança de salão e lava pratos.

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  • Carlso Tenorio

    Texto de ideias limpas e concisas como sempre o Fred escreve. Gostei muito. Estou solteiro e não me senti queimando no fogo eterno do inferno, até porque não acredito nem num fogo eterno que uma chuva de vida não apague e nem num inferno onde um céu de possibilidades não o destrua.

    • Carlos, sempre gentil em seus comentários.

      Que bom que acha que solteirice não é doença ou pecado! rsrsr

      Grande abraço

      • Carlos Tenorio

        Olá Fred,
        Desculpe a demora na resposta, mas só hj vi seu comentário. kkkkk
        Embora não ache que seja doença ou tão pouco pecado, estou sempre procurando sair da condição da solteirice. Portanto; vamos que vamos!!

  • Gostei de suas colocações,pois geralmente a maioria das pessoas põe sua felicidade na mão de outros e cobram desse escravo(a) a obrigação de lhe fazer feliz,já outras acham que se bastam e não precisam de ninguèm, a não ser para exibir aos amigos(as) enquanto lhe serve….mas os radicalismos sempre irão existir e no momento certo cada um resignifica oque é dividir com alguém as mais variadas possibilidades de felicidade.

    • Concordo plenamente Letícia! O importante é manter a mente aberta para a integração das polaridade e perceber que não importa qual caminho seguimos, todos levam à mesma constatação: a vida é um enigma a ser experimentado!
      Grande beijo

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