Pessoas que mudam sempre de opinião

* Por Frederico Mattos

Se você muda de opinião o tempo todo e tem dificuldade em contrariar as pessoas, isto é mais sério do que pensa. Você talvez seja alguém sugestionável.

Normalmente essa pessoa costuma ser querida e afável com os demais e se mostra sempre solícita, pronta para concordar e balançar a cabeça fazendo um grande SIM.

“Gosto muito de você, camaleãozinho…”

cAMALEÃO

A capacidade de se moldar conforme o interlocutor os deixa secretamente ansiosos, atentos, alertas, paranoicos e apreensivos. Cada gesto dos outros acaba sendo instintivamente calculado para ter a reação adequada e jamais desagradar, contradizer ou negar algum pedido.

Brinco que são camaleões sociais, incapazes de dizer NÃO. Preferem sacrificar seu conforto, bem-estar e alegria para se sujeitar aos anseios dos outros. Por conta disso são observadores natos e hábeis na capacidade de decodificar interesses e expectativas alheias, com o único intuito de agradar os demais e serem reforçados.

Muitos acabam percebendo esse padrão de comportamento volúvel e até puxa-saco, mas eles não conseguem evitar ser agradáveis.

É comum terem vindo de famílias conturbadas e instáveis que não tinham regras claras, mas eram rígidas. Como a criança nunca sabia de onde vinha a coerência ela tentava se agarrar a cada comando que recebia sem questionar, apenas para obter carinho, afeto e aceitação dos pais ou cuidadores. Em orfanatos é muito comum ver esse tipo de criança que você sorri e ela sorri junto.

Chega a ser aflitivo conviver com alguém assim, pois ele se torna grudento e dependente de aprovação constante. Se percebe que desagradou, o camaleão social recua a posição e faz de tudo para se retratar e concordar com o outro.

Críticas são bombas em sua mente constantemente culpada

Seu grande dilema é quando precisa tomar suas próprias decisões sozinha. Nesta hora ninguém pode viver no seu lugar e as escolhas solitárias são muitas, se não todas, o que comer, o que vestir e como se portar em situações incomuns. Pior, ser feliz é atribuição própria de cada pessoa e se você sempre espera um comando externo para ter direito a sentir prazer sua vida, está numa enrascada.

Sugiro algo simples. Dedique uma semana para tomar decisões sem consultar ninguém.

– Todos os dias escolha o que quer comer e vá atrás do lugar adequado, de preferência um que nunca foi.

– Todos as noites escolha a roupa do dia seguinte, varie, invente, descubra seu estilo e enfrente os comentários sem recusar elogios ou se abalar com críticas.

– Faça uma coisa nova por dia; seja passar por uma rua que nunca passou, ler um tipo de livro que nunca leu ou assistir a um programa de TV diferente.

– Se puder, discorde de alguém só para enfrentar o peso do NÃO e administrar o turbilhão de emoções decorrentes.

Com isso tudo não imagine que tem que se tornar uma pessoa intragável como aqueles que agem de maneira oposta, só fazem aquilo que gostam e nunca ouvem ninguém. Mas procure chegar num meio termo em que não se sinta escravizado pelo meio em que vive. Você pode e deve saber fazer escolhas coerentes e satisfatórias, basta tentar.

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Captura de Tela 2014-08-26 às 10.05.17* Frederico Mattos: Sonhador nato, psicólogo provocador, autor dos livros “Relacionamento para leigos (série For Dummies)[clique]“,  “Como se libertar do ex” [clique aqui para comprar] e “Mães que amam demais”. Adora contar e ouvir histórias de vida. Nas demais horas cultiva um bonsai, lava pratos, oferece treinamentos de maturidade emocional no Treino Sobre a Vida e se aconchega nos braços do seu amor, Juliana. No twitter é @fredmattos e no instagram http://instagram.com/fredmattos – Frederico A. S. O. Mattos CRP 06/77094

 

 

 

Revisão: Bruna Schlatter Zapparoli

Todos os direitos reservados © Esse texto não pode ser copiado sem a prévia autorização do autor. Para tal blogsobreavida@gmail.com

About the author

Sonhador nato, psicólogo provocador, apaixonado convicto, escritor de "Como se libertar do ex" e empresário. Adora contar e ouvir histórias de vida. Nas demais horas medita, faz dança de salão e lava pratos.

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    Me identifiquei! Obrigada pelo texto. Vou levar para discutir com minha psicóloga!