Não f#@e e não sai de cima

*Por Frederico Mattos

Quantas vezes você já viu aquele casal que não ata e nem desata?

Eu já vi inúmeras vezes.

Eles vão abrir mão disso?

Você vai reconhecer quando vir um. Eles brigam, se atacam, se xingam, se ameaçam, dizem que nunca mais vão olhar um para a cara do outro. Semana que vem estão juntos novamente.

Prometem que vão melhorar, curar as mágoas e parar de achar pêlo em ovo.

Costumam se dar muito bem na cama, são intensos em qualquer dimensão. Se falam é alto, se param é de vez e sem avisar. Os gestos são bruscos e as intenções são sempre dramáticas.

Passionais ao extremo, sempre buscam um bom motivo para entrar no novo ciclo briga-culpa-pazes-trégua-provocação-briga.

São viciados em encrenca. Verdadeiros canibais das emoções.

Eu diria que são verdadeiros competidores do amor. Acreditam que se amam quando na verdade tratam ao outro como uma posse.

Amor é algo que amplia e liberta, esse tipo de casal não ama, mas invoca o pior um com o outro. Enquanto não chegam ao limite da mágoa, se ressolvem com suas intensidades sexuais e cheia de brigas. De maneira velada estão sempre competindo e querendo submeter o outro, seja usando chantagens, xingamentos ou fúrias.

Com o tempo passam a ter vergonha de estar com os amigos. Principalmente porque eles sabem do quanto já rebaixaram um ao outro.

Esse tipo de relação tóxica só pode ser debelada quando uma das parte decide que quer fazer algo diferente. Está cansada de ver a si mesma como a peça de um jogo macabro. Ninguém sai ganhando no final.

Aqueles mecanismos que associaram prazer a dor são extremamente danosos.

A repercussão dessa decisão é sempre difícil, pois do outro lado da história vai bater um arrependimento, uma culpa, um desespero. Mas isso tudo não é amor, mas sim desespero e aflição.

Lembre-se que juntos eles não vão ficar bem.

A dor da separação precisa ser superada, pois nos momentos mais improváveis a saudade irá surgir como um fogo imaginário. Esse fogo dará a ilusão de que tudo está bem novamente, até a próxima explosão.

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Captura de Tela 2014-08-26 às 10.05.17* Frederico Mattos: Sonhador nato, psicólogo provocador, autor dos livros “Relacionamento para leigos (série For Dummies)[clique]“,  “Como se libertar do ex” [clique aqui para comprar] e “Mães que amam demais”. Adora contar e ouvir histórias de vida. Nas demais horas cultiva um bonsai, lava pratos, oferece treinamentos de maturidade emocional no Treino Sobre a Vida e se aconchega nos braços do seu amor, Juliana. No twitter é @fredmattos e no instagram http://instagram.com/fredmattos – Frederico A. S. O. Mattos CRP 06/77094

 

 

 

 

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About the author

Sonhador nato, psicólogo provocador, apaixonado convicto, escritor de "Como se libertar do ex" e empresário. Adora contar e ouvir histórias de vida. Nas demais horas medita, faz dança de salão e lava pratos.

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  • Dani Sena

    Olá Fred,
    Estou em um relacionamento desses há pelo menos 16 anos, porém, agora está insustentável. Hoje mesmo pensei em colocar um ponto final, mas não sei o que acontece (se você souber me diga), não consigo, me parece medo, mas não tenho certeza, essa tenho de que é uma relação vergonhosa, totalmente sem credibilidade diante das pessoas. Aos 36 anos estou passando pela vida, gostaria de recomeçar, no entanto, não sei como.
    Bye!

  • E sempre bate aquela saudade irracional, mas que, no fundo, só é a saudade de estar com alguém, não de estar com a pessoa em particular.

    Pra mim, amor é saber dos defeitos, é saber que a pessoa enfia o dedo no nariz, é ter consciência de que ela é meio egoista e arrogante, mas, mesmo assim, ela ainda ser tudo na vida,

  • Eduardo Rossiter

    Na realidade,não li essa postagem,mas entrei no blog e procurei cadastrar-me depois que li sobre a vida de um leitor chamado “R”. Belíssimas suas palavras e um verdadeiro ensinamento de vida! Vou passar a ler suas palavras,nas quais espero encontrar tanta inteligência,sensibilidade e honestidade como naquelas. Parabéns e um grande abraço.

  • David Dias

    Nossa, isso tudo me lembra uma historia que vc conhece… talvez nao foi amor… 😉

  • LF

    Tô em um desses também, difícil de adimitir, mas faz tempo que não ficamos sem brigar! terminar então…mil vezes e contando, voltamos inúmeras vezes também.. isso em 2 anos de namoro.
    Humilhações, xingamentos, brigas, bate bocas, caramba… Sentimos falta quando estamos separados, voltamos e tudo volta com a gente… que droga!