É cada vez menos comum uma família numerosa com muitos filhos. Um ou dois filhos no máximo numa família com planejamento razoável. Mas viemos de uma geração cheia de irmãos e isso causa um impacto emocional considerável na personalidade que muitas pessoas pressentem mas subestimam. Queria falar disso hoje.

Alguém sempre se ferra

Irmão mais velho

É o primeiro filho da ninhada, aquele que desbravou todos os caminhos. Foi envolvido por todo o tipo de cuidado especial que se dedica a um filho sendo pai/mãe de primeira viagem.

Ele dá cabeçadas, sofre um bocado e passa todos os perrengues. É nele que a mãe se apoia para sentir que realmente virou mãe. Ela não sabe diferenciar se o choro é de dor de barriga, fome, sono ou mal estar por isso tenta todos os métodos.

Isso causa um impacto perpétuo na vida da criança ela terá sempre aquele bichinho da responsabilidade para sempre. Quando vê o irmão nascer ele precisa administrar o sentimento de amor pela criança adorável e o ódio por não ser o alvo de amor exclusivo que tinha.

Notem que o conflito desse filho já é ceder espaço pessoal em favor de alguém. Quando o irmão cresce ele se sente meio que no direito de mandar no “pirralho”. Esse senso de protecionismo é mais forte nesse filho que adota os irmãos mais novos como filhos.

É o primeiro a chegar tarde em casa, beber até cair, menstruar/ejacular, namorar, transar (em tese). É ele que vai enfrentar todas as restrições dos pais e se submeter ou criar rebeliões.

Costuma se tornar um adulto excessivamente responsável e as vezes chato.

Irmão do meio

O irmão do meio costuma não saber que vai ser do meio até nascer o caçula. Portanto, ele era o caçula e tinha os benefícios desse. No entanto ele já surge num contexto de pais amaciados pela experiência e menos aflitos. Isso pode ser sentido como um descaso ou algo de importância menor.

Seu maior drama é quando nasce o caçula, pois ele tem que lidar com o fato de que não é o mais velho que tem vantagens de ser mais experiente e nem a paparicação do mais novo.

Ele é a salsicha do cachorro-quente, se sente sempre dividido as vezes tentando agir de modo mais “adulto” alternando com criancices e regressões de um bebê.

Para sair dessa situação ele pode tentar fazer algo muito diferente para conquistar a atenção dos pais e depois do mundo. É capaz que sempre se sinta injustiçado ou deixado de lado, por conta disso.

Caçula

Ele é o último da ninhada. O pequeno imperador que rouba o trono de todos os outros. Pinta e borda e sobe na cabeça de todo mundo. Costuma ter o temperamento difícil por se achar superior aos demais. Os pais acabam concedendo a ele todos os privilégios, afinal ele é o último bebê da família e quanto mais for tratado assim melhor.

Os pais não admitem, mas sabem que ele costuma ser o xodó da casa que traz a alegria que o mais velho não dá mais e que o filho do meio não consegue (por estar sempre chateado).

Quando adulto acaba sendo mais narcisista e mandão, as vezes agressivo e dominador.

Filho único

Alguns se perguntam se o filho único é um amaldiçoado e mimado para sempre.

Eu diria que o filho único tem as características do filho mais velho e do caçula, afinal ele é o eterno bebê que é contradiatoriamente cobrado para ser maduro.

E vocês o que percebem da influência em estar cada um numa posição?

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