Homens Frágeis e Mulheres Fortes

Será que os opostos se atraem? Essa pergunta é muito comum, mas o problema é que a pergunta está errada. A pergunta correta é: as energias se atraem?

Depende da polaridade sexual criada no casal.

Mas, afinal, que raios é polarização sexual?

Até debaixo de chuva!

O termo, não é meu e sim de David Deida, ele começou a perceber uma atração natural do que chamamos de energia masculina e feminina.

Essas energias funcionam como pólos atratores, o masculino busca o feminino e o feminino se deixa tomar pelo masculino.

O masculino penetra e o feminino é penetrado

o masculino protege o feminino é protegido,

o masculino abre espaço e o feminino repousa,

o masculino caça o feminino é nutrido,

o masculino age o feminino sente,

o masculino aprofunda o feminino contagia,

o masculino argumenta o feminino comunica,

o masculino resolve o feminino torna ambíguo.

Essas são diferenças bem nítidas entre as duas energias criam o que chamo de polarização, ou seja, atração entre energia masculina e feminina.

Na vida cotidiana isso é mais nítido do que podemos imaginar.

Pense por exemplo numa guerra (ação da força masculina), quantas histórias de amor (expressão essencialmente feminina) acontecem entre o inimigos que invadem um território com as mulheres nativas.

Quando existe um momento de tensão numa discussão em que se quer chegar numa solução (direção masculina) e alguém fala algo bem humorado (leveza emocional feminina) que quebra o clima.

Ou claramente quando entra uma mulher bonita numa sala e os olhares masculinos são imediatamente seqüestrados pela exuberância dela.

No sexo a polarização é evidente quando uma mulher pede com ardor pela penetração de seu companheiro.

O masculino se atrai pelo feminino e isso é denunciado pelos inúmeros esforços que o masculino faz para possuir o feminino.

Notem que não falo de homem e mulher, mas de masculino e feminino.

O problema surge quando essas energias são invertidas, quando uma mulher assume a energia masculina em demasia ou o homem assume a energia feminina.

Uma mulher devido as exigências profissionais pode passar o dia inteiro resolvendo problemas e empreendendo projetos complexos que exigem muito de sua racionalidade. Quando termina o seu dia de trabalho ela vai para casa ou se encontra com seu parceiro ainda tomada por aquela energia masculina. O seu parceiro a encontra e acha que ela está pálida e sem brilho, ele esperava dela um pouco mais de cor e viço. Ela começa a falar sobre negócios e de como bateu suas metas, e quase instintivamente o homem se desinteressa dela e se distrai ou entra num embate de idéias que fatalmente não chega em lugar nenhum.

Nesse cenário, ela se irrita e ele se fecha, ela se magoa e ele começa a desejar aquela vizinha que considerou “gostosa” e que foi extremamente simpática com ele durante o dia. Está nítido que ele se desinteressou dela e ambos não sabem explicar o porquê.

Houve uma despolarização sexual, a energia feminina dela caiu pelo excesso de exercício masculino e a energia masculina dele foi buscar outra fonte feminina.

Outro cenário.

Ele está cheio de problemas profissionais e se sente ameaçado de perder o emprego, fez algumas dívidas para sanar contas de casa. Ela se aproxima dele para perguntar como será o fim-de-semana. Ele fica irritado e explode num mar de choro e emotividade descontrolados. Ela se espanta e se fecha, pois esperava dele uma ação mais forte. Ela fica insegura e irritada, ele não entende e se aborrece por não receber o apoio necessário. Ela sai da sala e vai ligar para sua mãe ou seu pai. Ele se exalta e brigam por horas.

Ela buscou a energia masculina dele para se sentir protegida e direcionada. Ele se desorientou de si mesmo, baixou sua energia masculina e ficou com energia mais feminina, ela foi procurar outra fonte de direção masculina.

O que deveria ser feito nos dois casos?

No primeiro caso o homem poderia gentilmente interromper sua companheira, olhar nos olhos dela com força e simplesmente dizer: “eu admiro muito você pelo trabalho que faz, mas agora quero minha namorada um pouco comigo. Podemos voltar a esse assunto mais tarde?” ou uma brincadeira “eu ia adorar ser seu chefe e dizer para você me dar um beijo agora!”.

Um selinho a traria de volta para sua sensualidade feminina, mesmo que por alguns instantes ela resistisse e achasse que ele a interrompeu. Da parte dela seria indispensável que todo dia ao sair do trabalho procurasse fazer um ritual de feminilização como se maquiar, massagear suas mãos, ler alguma mensagem positiva que a fizesse reconectar com o universo das emoções.

No segundo caso a mulher poderia se aproximar do seu companheiro abatido, segurar em suas mãos, fazê-lo sentir o seu corpo colado e dizer “você é meu homem e confio em cada uma de suas decisões, e o que quer que venha a decidir estarei ao seu lado!”. Ou poderia simplesmente massagear suas costas, sorrir graciosamente, dar muitos beijinhos em seu rosto até que ele saia daquele clima pesado.

Não tomar aquela situação como definitiva é essencial. Da parte dele seria essencial não esperar que sua parceira lhe desse alguma solução prática, pois exigir isso seria trazê-la para o universo masculino.

Ou seja, a polarização é uma dança entre forças, posturas, atitudes e energias.

E num relacionamento é essencial ter clareza sobre essa dança, caso contrário os dançarinos pisarão nos pés do companheiro, a música continuará mas ficarão descompassados.

A felicidade amorosa é resultado desse gingado entre masculino e feminino.

O extremo patológico você pode conferir no clássico Instinto Selvagem!

 

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