“Como Walt Disney f*#@u a minha vida”

E viveram felizes para sempre. Esse é o fim de todo conto de fadas que conheço. Mas acho que tudo começa errado, vamos lembrar de algumas histórias.

Ele estava planejando como me f*#@r

O super-homem voava para salvar a Louis Lane, mas não me lembro de alguém ter me ensinado a voar. Só me lembro de ser o Clark Kent, meio desajeitado tropeçando no próprio pé.

O príncipe da Cinderela passa uma semana procurando o pé ideal para aquele sapatinho de cristal. Será que alguém ia me ajudar a encontrá-la em São Paulo?

Tem outra coisa também, elas se apaixonam por um ser monstruoso que vira um príncipe. O caçador surge depois de matar o lobo mau. A fera vira um príncipe perfeito, o sapo sai do encanto ao beijar a princesa.

Eu pelo contrário só descobri defeitos em mim depois que fiquei encantado por uma mulher.

Nos contos de fadas modernos, nos filmes, os heróis são sempre anormais.

Fortes como lobisomens e devotados como um vampiro. Ninguém avisou as mulheres que o lobinho tomava anabolizante e o vampiro tem depressão. Mas tudo bem, desde que ele as ame intensamente.

Mas de todas as ciladas a maior é o “viveram felizes para sempre”. Nessa hora a história acaba. Leia comigo.

QUANDO O RELACIONAMENTO COMEÇA A HISTÓRIA ACABA. Ninguém quer contar o que acontece depois.

Nessas histórias a ênfase é na saga de conquista da mulher, mas como será quando ele colocar um pijama desbotado numa noite fria? E quando ele usar uma meia furada?

Deixe o príncipe atrasar uma conta e esteja preparado para presenciar um surto feminino.

Ao contrário dos contos de fadas depois do grande beijo nós passamos a ser humanos. Temos sono, cansamos, ficamos gripados e deprimidos, como qualquer pessoa. Uma dor de barriga e um bolso furado também podem tirar nosso reinado.

Acabamos comprando essa ideia do príncipe e tiramos nossa espontaneidade. O tempo vai revelando nossos temores e covardias e nos tornamos os homens normais sem super-poderes. E outro virá no nosso lugar com poderes que você nunca viu antes.

Juro, e sei que isso vai soar bem mimimi, mas seria tão bom se tivéssemos o direito de ter defeitos e medos ainda sim sermos olhados como príncipes!

Felizes para sempre? Ou sempre infelizes?

Realmente, concordo com meu amigo, Walt Disney f*#@u com a minha vida… rsrsrrs

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Sonhador nato, psicólogo provocador, apaixonado convicto, escritor de "Como se libertar do ex" e empresário. Adora contar e ouvir histórias de vida. Nas demais horas medita, faz dança de salão e lava pratos.

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  • Cleo Vieira

    É melhor deixarmos as fantasias para o mundo mágico mesmo.
    Quando o primeiro beijo, a primeira relação acontece, o primeiro estágio de conquista passa, deixamos de ser o príncipe e ou a princesa dos sonhos. Viramos abóbora de novo..rsrs
    Para seguirmos em frente temos que ter a maturidade necessária para aceitarmos o outro no seu estado normal de ser humano, cheio de defeitos e manias. Mas isso só é possível quando aceitamos bem as nossas próprias limitações.
    Talvez quando conseguirmos nos olhar carinhosamente no espelho e sermos compreensivos consigo mesmo, poderemos ser mais compassivos com o próximo. Embora não necessariamente passivos.
    Temos o poder de transformar o nosso eu em um eu melhor e consequentemente nos tornarmos melhores para os outros.
    Acho que essa é a verdadeira magia!

  • Deusirene

    Olá Fred! Adorei o texto!

    “Eu pelo contrário só descobri defeitos em mim depois que fiquei encantado por uma mulher.”

    É bom ter defeitos ou que nos permitam tê-los. Tenho defeitos demais pra querer alguém perfeito ao meu lado, eu sentiria um tédio mortal! E constrangida diante de alguém “tão perfeito”.
    Abraços!

    • Percebo que o que chamamos de defeito é um descompasso entre o eu e o outro! Só isso… adoro descompassos

      bjs

  • Engraçado que quando os olhamos como príncipes mesmo com seus defeitos, vcs ficam se cobrando muita perfeição, nem preciso dizer o que isso causa, né? Heheh

    Gostei, ainda bem q nunquinha acreditei na princesa no castelo.

    • Homens se cobram serem os príncipes que não existem na realidade!

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