Como exorcizar da sua vida quem você se relacionou amorosamente?

O que fazer se uma pessoa, uma situação ou um pensamento domina sua mente e você não consegue se livrar daquilo?

Chama o juiz e expulsa !

Os demônios assim como os vampiros nunca entram numa casa quando não são convidados. Do mesmo jeito ninguem aplica golpe em quem não é interesseiro.

Portanto, se alguém está aprisionado nos seus pensamentos, alguma vantagem você leva nisso.

1. Admita que você quer manter essa pessoa na sua mente.

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Sabe aquela música irritante que não sai da sua cabeça?

Quanto mais você tenta evitar que ela perturbe sua cabeça, mais ela irá ganhar força na sua mente. Em alguns momentos apenas deixe que as imagens surjam na sua mente sem lutar contra elas. Como a música irritante que uma hora passa, essa sensação impregnada também vai passar.

2. Não lute com os pensamentos sobre aquela pessoa. Observe eles como se fossem um filme passando e veja o que eles querem comunicar a você.

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Existe uma tendência da mente em preencher um buraco emocional grande com sentimentos idealizados. Uma pessoa que acaba de morrer pode ser “percebida” próxima das pessoas mais próximas. Existe uma tendência da mente em preencher o vazio com imagens de momentos ideais, quase santificadores da pessoa morta. O mesmo fazer com anlguém que amamos no passado. Parece que os maus momentos são apagados e apenas os bons prevalecem.

3. Tente lembrar de tudo o que de fato aconteceu sem criar histórias românticas ou imagens fantásticas.

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Admitindo que você se alimenta dessa relação obsessiva tente encontrar os motivos pelos quais você quer sustentar esse tipo de relacionamento. Se você tomou um “pé na bunda” o que está incomodando você? O silêncio cruel da outra pessoa, a falta de explicação, a sensação de humilhação, a sensação de que ficou por baixo ou rejeitado?

4. Analise o que sustenta essa relação paralisada. Quais as vantagens que você leva nessa fixação?

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É fundamental nesse processo você assumir uma postura de integridade em que realmente se posicione no cenário real dos acontecimentos. As relações que terminam de forma mais desastrosa costumam ser aquelas em que ficou uma sensação clara de pendência. Em que não se viveu tudo na mais plena inteireza. Os piores lutos ocorrem em relações dominadas por interesses as vezes escusos de pura manipulação e tentativa de controle.

5. Qual é a sua parte na história? Onde sentiu que falhou, pisou na bola ou ficou em dívida com algo diante da outra pessoa?

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Algo que falta em relações mal resolvidas é um olhar real do ponto de vista da outra pessoa. Diante de uma mágoa ou sentimento de rebaixamento, poucas vezes realmente nos colocamos no lugar do outro. Nos recusamos a olhar que talvez vejamos a pessoa limitada que nós fomos. A dor dessa revelação nos diminuiria.

6. Por alguns momentos encarne a pele da pessoa que ficou com pendências. Olhe com seus olhos, sinta com seu coração, pense com a sua mente e mergulhe na experiência que ele viveu.

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Na maior parte das vezes que nos apegamos a uma situação do passado fica evidente a dificuldade de colocar a vida em movimento novamente. O novo é sempre mais desconfortável que o já conhecido. Portanto, a recusa de seguir em frente pode revelar o temor por vivenciar algo for a do controle e que realmente tenha significado. Ruminar o antigo oferece mais sensação de poder. Falsa mas aparentemente real.

7. Tente identificar o que você está deixando de fazer em sua vida pelo fato de estar fixado nessa pessoa. Quais oportunidades tem perdido.

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O que ajuda a criar um olhar de desapego definitivo é olhar para a vida para além de si mesmo. Enquanto você tentar manter controle da pessoa que amou, mais aprisionado você fica. Agora é o passo mais difícil: hora de se desprender de qualquer laço que o ligue a essa pessoa. Por um tempo você precisa evitar que sua mente recorra à imagens do passado. Libere essa pessoa da sua vida. Deixe que ela siga o seu caminho e não a impeça de ser genuinamente feliz.

8. Seja generoso, permita que o outro caminhe.
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Depois de liberar a outra pessoa fica uma ferida emocional que deve ser cuidada. Agora ficou realmente um vazio. Preencha-o com atividades, pessoas, hobbies e vivências que o permitam caminhar para a frente e seguir sua vida. Se reaproxime de amigos, movimente seu corpo com algum esporte, busque conexão com aspectos transcentes da vida. Essencialmente amplie seu repertório de acontecimentos em que novas pessoas e cenários surjam.

9. Cuide de si mesmo.

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Se nada disso passar, faça todo o processo novamente ou vá dar uma caminhada pela rua, respirando e deixando que seus passos cruzem novas fronteiras.

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About the author

Sonhador nato, psicólogo provocador, apaixonado convicto, escritor de "Como se libertar do ex" e empresário. Adora contar e ouvir histórias de vida. Nas demais horas medita, faz dança de salão e lava pratos.

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  • Deusirene

    Fred, antes de tudo, muito obrigada pelo texto, vou pensar em tudo que escreveu e tentar descobrir em quais aspectos eu estou inserida. Li e reli, mas, preciso de tempo para me analisar. De ante mão, te digo que há uma frase a qual me afetou:

    “1. Admita que você quer manter essa pessoa na sua mente.”

    Em nível inconsciente ou semiconsciente é verdade. Mas, não quero que seja e entro em conflito comigo mesma. Parece que há uma dicotomia dentro de mim!

    No decorrer da minha vida sempre tive essa sensação, uma parte de mim ver tudo com clareza, sabe até alguns caminhos, mas, há uma outra que teima em “bater o pé” e agir ou tentar dominar essa parte mais racional. Às vezes, parece que estou brigando comigo mesma. Mas, não quero mais brigar! Quero conversar. Quando li “Memórias, sonhos e reflexões” pude entender, por experiência, o que Jung escrevera sobre a personalidade Nº 1 e a Nº 2. Enfim, por último, a pessoa a quem eu quero exorcizar não é e nunca foi alguém com quem mantive um relacionamento amoroso, foi um amigo ao qual resolvi me afastar porque em um deteminado momento eu passei a sentir sentimentos por ele aos quais ele não poderia corresponder. Sinto falta dele como amigo, como pessoa, mas, há um desejo de outra natureza que se instalou em mim e eu não consegui, ainda, transformá-lo. Mas, sei que conseguirei. Essa historia não conclusa me mostrou muitas coisas, sobretudo a consciência de que eu não me amo. Essa, talvez seja a grande lição de tudo isso.
    Mais uma vez, muito obrigada pelo texto, pelas dicas. Vou refletir sobre tudo.
    Abraços desta mulher que está buscando aprender a se amar.
    Deusirene.

    PS1: Amei a entrevista no “Vida melhor”, mandou muito bem.
    PS2: Acho que me empolguei ao escrever! (risos)

    • Acho que acabamos dedicando muitos sentimentos para uma pessoa que não nos retribui e sem perceber cultivamos uma mente triste em relação à nós. Tudo a ele e nada a mim. Pense nisso.
      bjs

  • Deusirene

    Ah! Acabei me esquecendo: Gostei da imagem do texto, achei fofo! (Risos) e a frase abaixo da imagem então!
    “Chama o juiz e expulsa !” Onde encontro o juiz? Brincadeirinha.

  • Não consigo escrever nada com clareza agora, o texto acima abalou-me um pouco, bem alguém no meu estado, no momento, abala-se fácil, e fica buscando uma resposta […] até no formato das nuvens. Fora uma dor de cabeça terrível rs…
    Mas gostei muito daqui, legal seu trabalho com certeza voltarei mais vezes.
    Um abraço Fred e agradeço…

  • Pingback: Todo amor é platônico « Sobre a Vida()

  • Pingback: Por que temos dificuldade em perdoar? « Sobre a Vida()

  • Janete Ramos

    Muito bacana o artigo! Amo ler seus artigos tem me ajudado muito, estás de parabéns.
    Sou sua fã. Obrigada.